Espelho meu, espelho meu…

Ainda mal desperta abri a torneira da banheira para o duche matinal e, ao virar-me, deparei-me com o espelho e o reflexo de um corpo que jamais me agradara verdadeiramente mas que nos últimos anos em muito contribuíra para o declínio da minha auto-estima.

Fiz um esgar de desagrado e, frustrada, entrei na banheira e corri a cortina procurando não permitir que o desânimo marcasse o começo do dia.

Seguir-se-ia a escolha da roupa – mais uma batalha diária à qual já deveria estar acostumada e que quase sempre terminava com um encolher de ombros do género “Que se lixe! Podia estar pior…”

Conheço a teoria do trabalhar a auto-estima, os mantras que, se repetidos regularmente, nos ajudarão a mudar o foco e a começarmos realmente a aceitar e apreciar a nossa imagem: “Eu sou linda! Eu amo o meu corpo! Eu amo-me!…”

Mais fácil de dizer do que fazer mas, quando me lembro, faço-o.

Entretanto tomo a decisão de não apenas aceitar mas de transformar.

Exercício físico (argh…) e reeducação alimentar estarão na ordem do dia e espero que os resultados correspondam ao esforço.

Mente sã em corpo são eis o objectivo!

Uma vez atingido acredito que os rituais matinais não mais terminarão com um encolher de ombros e palavras de resignação mas com um piscar de olho e um “Ena, estou fantástica!”

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